O G1 teve acesso a áudios de reuniões em que, segundo as investigações, cinco vereadores de Vitória do Mearim tentam negociar valores com o marido da prefeita Dídima Coelho (MDB) para parar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostos desvios de recursos da saúde do município.
Em uma das vozes, que seria do vereador Bena (Progressistas), há indícios de que ele pede propina ao secretário de gabinete, Almir Sobrinho. Almir é marido da prefeita e gravou e denunciou ao Ministério Público várias reuniões em que os vereadores pediam até R$ 100 mil em dinheiro. Veja a transcrição de um dos áudios.
– Bena: Se Almir me der os 100 mil contos, eu fico de fora
– Almir Sobrinho: Então, tu ‘tá’ pedindo 100 mil para ficar de fora? Da CPI? Fora da CPI? É isso?
– Bena: Fico fora.
– Almir Sobrinho: Fica de fora? Bena, eu não tenho isso não.

O Grupo de Operações Especiais (GAECO) do Ministério Público, que coordena as investigações, disse que os vereadores também tinham planos para cassar a prefeita para que o grupo político deles assumisse a Prefeitura. Eles estariam em busca de um fundo com mais de R$ 2 milhões que está depositado na conta do município.

“Haveria um outro plano, caso esse primeiro, de receber valores por parte da própria prefeita, não desse certo. Seria do afastamento dela para que a vice assumisse e, a partir daí, ela pudesse sacar a quantia referente aos royalties da mineração que se encontram depositados em uma conta específica. Os valores desses royalties chegam em torno de 2 milhões e 200 mil reais”, afirmou a promotora Klécia Meneses.

A vice-prefeita de Vitória do Mearim, Elzir Oliveira Lindoso, negou qualquer envolvimento com os vereadores citados nas investigações. Ela também afirmou que não há nenhum tipo de prova material ou formal contra ela e que está a disposição das autoridades competentes.

Prisões

Nesta quarta-feira (5), uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público prendeu por suspeita de corrupção os vereadores Bena (Progressistas), Mourão (PPL), Oziel Silva (PT), Hélio Silva (Solidariedade) e Nego Mauro (PMB), que negou as acusações.

O vereador Hélio Silva foi preso em flagrante porque, no cumprimento da prisão temporária, a polícia encontrou na casa dele documentos públicos da Câmara Municipal. O advogado dele informou que Hélio vai provar a inocência.

Um sexto vereador, Marcelo da Colônia, também teve a prisão decretada e não foi encontrado em Vitória do Mearim, mas está sendo procurado. A polícia também cumpriu oito mandados de busca e apreensão, sendo um deles na casa do presidente da Câmara Municipal, George Maciel (PTC).

Depois de prestarem depoimento, todos os presos foram encaminhados para a Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís. O G1 não conseguiu contato conseguimos contato com as defesas dos vereadores Mourão, Bena e Osiel Silva. Já os advogados de Marcelo da Colônia informaram ao Ministério Público que o vereador deve se apresentar nesta quinta (6) na sede do GAECO.

FONTE G1

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